sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vasco Pinto de Magalhães

Gosto de tudo o que este padre jesuíta diz. Gosto da forma directa como fala, sem paninhos quentes. Fala das feridas da nossa sociedade e das nossas pessoas. Critica as injustiças, a falta de empenho, as falsas alegrias, as relações supérfluas que temos com os outros. Fala, aponta e obriga-nos a olhar para dentro. Contudo, nunca deixa de mostrar caminhos. Como ele diz, Não há soluções, há caminhos (um livro que está esgotado em todo o lado e que quero tanto!!!).



Pôr do sol no deserto, na Tunísia- Setembro 10
E o melhor é que ele não fala apenas para os que são católicos, fala para todos aqueles que procuram viver uma vida mais autêntica, evitando os subterfúgios, as meias-verdades... O pe. Vasco Pinto Magalhães não nos incentiva a conquistar o mundo, mas sim a viver o nosso mundo, que é nosso e daqueles que amamos.

Gosto, gosto muito e faz-me muito bem!

"A esperança vem de ser autêntico, de não se deixar dominar por ansiedade."
"Habituámo-nos a confundir a alegria com o divertimento ou com o viver levezinho. (..) Mas se cada um anda à procura do comodismo, da instalação, do divertimento, escapa-lhe a alegria verdadeira. Às vezes é preciso fazer cara feia para dizer: 'Abram os olhos, vejam onde é que realmente está aquilo que vos pode fazer felizes.'"
"A alegria é um dever, nem sequer é um direito."
"A felicidade não cai do céu, é um modo de vida.(...) Felicidade é um compromisso, viver com sentido, produzindo justiça e paz. É feliz aquele que sai de si próprio, que vence o egoísmo em si e que se vira para fora."
"A boa maneira de superar um defeito é desenvolver a virtude contrária."
in Onde há crise, há esperança
Podia continuar a escrever durante todo o dia, mas estas palavras sábias devem ser lidas devagarinho para que possamos pensar sobre elas. Não são ocas, ao contrário de tanta coisa que nos entra pelos olhos adentro todos os dias.

Obrigada à Laurinda Alves por através do seu blog me ter "apresentado" o Pe. Vasco Pinto de Magalhães.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diz que é artístico... o nu.




Isto do nu artístico tem que se lhe diga... Que o diga a Kim, da trope dos Kardashian, que aparece como veio ao mundo na revista W. A menina, que toda ela brilha, diz que o combinado era taparem as suas partes íntimas com arte gráfica... Pois que não taparam! E agora??? Aquele rabo gigante (que, tenho para mim, não é natural, ou então qualquer mulher pode atirar-se para o chão, fazer birra e chatear-se com Deus por não ter recebido um igual) aparece em grande plano para todo o mundo ver!


Mas convenhamos que a menina também não é ingénua... Assim como assim, para quem já apareceu na Playboy, revista na qual as meninas não aparecem propriamente vestidas para ir à Primeira Comunhão (nem à Primeira Comunhão nem a lado nenhum), não é nenhum escândalo aparecer agora, numa cor diferente, em outra revista!


Pior era não terem disfarçado a celulite!


P.S. Depois de tanto tempo sem escrever estavam à espera de uma coisa mais erudita, eu sei, mas é o que se arranja.


segunda-feira, 8 de março de 2010

O charme dos trinta e poucos...ou muitos

Hoje, estava a navegar pelo facebook e dei por mim a ver a página de uma antiga colega de escola que já não vejo há vários anos. Ao olhar para as fotos, dei por mim a pensar que ela estava bem mais gira e que já não parecia aquela miúda pacóvia com a mania de que era fashion.

O tempo, na maior parte dos casos, aperfeiçoa as pessoas, tanto a nível físico como psicológico. Na sua maioria, acho mais sensual, ou mais charmosa, uma mulher de trinta e poucos anos que se cuide, que goste de si, do que uma miúda de vinte e poucos que ainda não sabe bem quem é. E não é apenas uma questão visual! Uma mulher bem resolvida, consigo e com a vida, transmite uma serenidade, uma segurança, um "je ne sais quoi" que é muito difícil de se alcançar aos vinte e poucos! E não é preciso ver o Sexo e a Cidade para se perceber isso. Basta olhar para o lado ou navegar pelo facebook.
E confessemos, quem é que gosta de olhar para fotografias antigas e ver as calças de cintura subida, os sapatos de vela (eu tenho de confessar que usei....), as t-shirts largas e todos as outras escolhas que fizemos no final da adolescência e entrada nos vintes??? Ver essas fotografias até pode ser uma boa experiência: "Olha o que fui e vê bem quem eu sou?" Claro que também pode acontecer o contrário... Com o casamento e filhos há mulheres que se deixam ir e olhar para fotografias em que tinham menos 20 quilos pode não ser bom...
Mas continuando...

Essa rapariga que foi minha colega ainda está nos vinte e poucos, mas parece-me que está no bom caminho para chegar aos trinta com esta certeza de quem é e por onde vai.
Mas tudo faz parte do caminho.
O importante é que olhemos ao espelho e digamos: "Gosto daquilo que vejo". E acima de tudo, que se diga todos os dias: "Gosto daquilo que vou sendo".

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Ontem, vi pela trigésima quarta vez O Caso Thomas Crown. Adoro o raio do filme. E aquela Rene Russo prova que o charme de uma mulher aos 40 anos é embatível. Pelo menos o de algumas... Ainda me faltam 16 anos...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Depois de um desgosto de amor

A T. está lentamente a sair da reabilitação. Hoje, já reconhece que merece mais, que, se calhar, aquela não era a pessoa certa para ela. Ainda bem. Há amores assim, com início e um fim. E há amores que não. Já dizia a canção.
Todos sabemos que se tem de sofrer por amor, ou por paixão, ou por desejo, ou por obsessão. É tão certo como a morte. Não conheço ninguém que nunca tenha sofrido um desgosto, uma desilusão, que não tenha sido rejeitado. Faz parte e ajuda-nos a perceber as nossas emoções, o que nos faz felizes, tristes, o que queremos ou o que não queremos. Mas eu confesso que se há coisa de que não tenho saudades é de sofrer uma desilusão amorosa. A última foi há vários anos, mas pelo caminho fui tendo "pequenos desgastes". Cá se fazem cá se pagam, apesar de analisando claramente as minhas acções perceber que nunca tive a intenção de magoar ninguém. Mas também eu dei tampas, abandonei, deixei o barco. Hoje, quero continuar a navegar em alto mar, mas se agora ando em cima de um navio, tempos houve em que me salvei graças a uma bóia (adoro estas metáforas). Mas enfim, não tenho nenhum drama para contar, porque olhando para o lado vejo, por vezes, verdadeiros sofrimentos e não pequenos dissabores como os que tive.

Depois desta conversa toda, a T. está bem. E isso é que é importante!
P.S. Não lhe queiras mostrar que acabou de perder o amor da vida dele. Preocupa-te mais em provares a ti própria que afinal não perdeste nada.
Eu cá continuo a ouvir e a ser a companheira para as gargalhadas que surgem entre nós só porque sim.

Os desejos de alguém que se podem tornar reais

Com um novo ano começam os pedidos, as promessas, as boas intenções.
Quero isto, quero aquilo, não vou fazer mais isto, vou fazer mais isto... Enfim, um número infinito de pequenas grandes mudanças. E no meio das expectativas, ouvi uma coisa que me deu que pensar: "Em vez de pedires coisas para a tua vida, pensa no que é que podes dar à tua vida".
Gostei, gostei muito. Já não me lembro quem a disse, mas acho que é uma frase sábia.
Este ano, não formulei nenhum desejo e, pela primeira vez na minha vida, não comi as doze passas.
Mas sei que na terça-feira vou tornar-me dadora de medula óssea.
E tenho a certeza que a minha medula, ou uma outra qualquer medula, é o desejo mais importante na vida de alguém.

Acho que assim começo o ano em grande...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um diálogo a três pessoas

Podemos ser viciados em alguém?
Pode alguém deixar-nos doentes?
A resposta é sim.
E isso é triste.
Hoje fui buscar sentimentos há muito esquecidos. Ao ouvir uma história que podia ser a minha, aliás que de alguma maneira foi a minha, senti-me tão solidária, tão de igual para igual. Senti aquela dor, literalmente. Porque também eu passei por ela. Aquela desilusão, aquele não querer aceitar que aquela é a realidade, que afinal aquele futuro que estava ali tão perto não vai chegar, que amanhã ele já não vai ali estar... Ter de aceitar que aquela pessoa não nos ama...
E é duro, caramba!
E o pior é que sei que vai continuar a ser por muito tempo. Há feridas que não saram com novos sentimentos, com novos amores... Levam tempo. Há sentimentos que ficam por tempo indeterminado.
Mas um dia passam. Vão passando... De vez em quando vêm à memória, à alma, mas fingimos que não estão ali, pensamos em outras coisas... Mas com o tempo, passam.
Hoje, já só fazem parte da minha memória sentimental. Mas tive de ir para a reabilitação e cair na tentação uma, e outra, e outra vez. Às vezes não somos nós que largamos o vício. E ele que nos larga. Mas isso pouco importa. O importante é que voltemos a pensar que podemos ser felizes sem aquela pessoa. Que afinal há outro alguém de quem gostamos muito mais.
E se esta ideia hoje te parece tão pouco real vais ver que com o tempo se torna verdadeira.
Hoje ainda voltas para ele.
Mas no dia depois de amanhã talvez digas: "A minha história já passa por outras linhas."
Hoje, estás nos meus pensamentos. E juro que nunca pensei que pudesse ficar tão triste com a tristeza (desculpem a redundância) de alguém que agora está no centro de reabilitação de onde me custou tanto a sair.